SAÚDE
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Fraturas que não aparecem no RX
Dor persistente após uma queda, batida ou torção pode ser sintoma de uma fratura incompleta, um tipo de fratura que muitas vezes não aparece inicialmente nos exames de radiografia. Isso porque nesses casos o osso não desvia da posição, mas apenas sofre uma fissura. O ortopedista Miguel Akkari, professor de ortopedia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa e chefe do grupo de ortopedia e traumatologia pediátrica da Santa Casa , explica que esse tipo de fratura ocorre com mais frequência em crianças e idosos.
Segundo Akkari, em alguns casos a fratura pode ter uma evolução favorável, consolidando-se sem que a pessoa fique sabendo o que ocorreu. Mas, eventualmente pode ocorrer um desvio - quando o osso sai do lugar, o que pode exigir até mesmo uma cirurgia corretiva. “Por isso, é muito importante ficar atento aos sintomas”.
Nas crianças, as fraturas incompletas acontecem geralmente na região do punho, do cotovelo ou nas proximidades das cartilagens de crescimento, presentes em todos os ossos longos. A suspeita do diagnóstico acontece após exame clínico, no qual o médico percebe um ponto de dor, localizada e persistente, mesmo após um período de repouso ou de imobilização. Nesta condição é fundamental a reavaliação do paciente mesmo quando os exames radiográficos não evidenciaram nenhuma lesão. Já nos idosos, a maior incidência é no quadril e nesses casos é possível pedir exames mais incisivos para diagnosticar a fratura incompleta, como ressonância magnética e tomografia.
Sintomas – No caso das crianças, que geralmente não conseguem explicar claramente o que estão sentindo, os pais devem ficar atentos a queixas de dor persistente de baixa e média intensidade após episódios de queda ou batidas.
Akkari explica que após um incidente é normal sentir dor na região atingida por uma ou até duas semanas. No entanto, essa dor deve melhorar progressivamente, dia após dia. “Se a dor continuar e não diminuir de intensidade, é importante procurar um médico para realizar uma segunda avaliação. Muitas vezes a fratura que não apareceu no primeiro RX aparece em um segundo exame, realizado dias depois”, explica.
Estudo da Saúde traça perfil
de pacientes hipertensos
Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Hospital Ipiranga, traçou o perfil dos pacientes hipertensos atendidos no Ambulatório de Hipertensão Arterial. Os resultados mostram predomínio do sexo feminino (63,4%); a maioria dos pacientes (64,9%) tem mais de 50 anos e o histórico familiar de hipertensão foi positivo em 81,6% dos casos. O ambulatório atende cerca de 900 por ano.
Durante as entrevistas, quando questionado sobre antecedentes patológicos pessoais, a dislipidemia (altos níveis de gordura circulando no sangue) foi a patologia encontrada com maior freqüência, em 46,4% dos pacientes; em seguida diabetes, em 14% dos entrevistados; acidente vascular cerebral (AVC) em 7% e infarto agudo do miocárdio em 5,6% dos pacientes.
Quanto aos antecedentes patológicos familiares, 81,6% pacientes disseram ter um familiar de primeiro grau com hipertensão, 50,7% tinham familiares com história de AVC e 35,2% com história de infarto agudo do miocárdio.
Em relação ao hábito de fumar e consumir álcool, a maioria dos pacientes negou tê-los. Sobre a prática de atividade física, 39,4% dos pacientes praticavam alguma atividade física de forma regular (três vezes ou mais por semana), e a maioria, 55%, eram sedentários. O tipo de atividade mais comum foi a caminhada.
Sobre seguir a prescrição médica, 88,7% dos pacientes afirmaram que tomavam a medicação conforme fora indicado pelo médico e 11,3% dos pacientes diziam que não tomavam a medicação de acordo com o que havia sido prescrito. Dentre estes, a maioria dizia esquecer de tomar a medicação durante o dia.
Afirmaram fazer controle da dieta (dieta hipossódica, com baixo teor de sal) 73,2% dos pacientes. Os outros 26,7% não faziam um controle dietético adequado por várias razões, as mais freqüentes foram: paladar sem sabor, alimentavam-se fora de casa, dificuldade para preparar dois tipos de comida ou não aceitação da dieta pelos outros moradores da casa.
O fato de haver mais mulheres atendidas deve-se, provavelmente, a elas serem mais conscientes que os homens em relação à sua doença. “A hipertensão é uma doença que pode não apresentar sintomas, mas traz graves conseqüências à saúde. Por isso é importante a população ficar atenta a esse mal” explica Fernando Lara Roquete, diretor do ambulatório e orientador do estudo.
A hipertensão arterial é considerada um importante fator de risco para doença aterosclerótica, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Sabendo-se que as doenças cardiovasculares ocupam o primeiro lugar em causas de morte no Brasil, dá-se reconhecimento à hipertensão como importante problema de saúde pública.
Assim, o benefício do tratamento pode ser aferido por redução da incidência de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e outros eventos cardiovasculares. A redução da pressão arterial é certamente o principal mecanismo pelo qual se promove a prevenção da doença cardiovascular.
Além do tratamento medicamentoso prescrito pelo médico, é importante que pacientes hipertensos modifiquem o estilo de vida, o que inclui a redução do peso, prática regular de atividade física, dieta enfatizando consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio, associada à redução no consumo de sal, ingestão moderada de álcool, abandono do tabagismo e controle do estresse psicoemocional.
